segunda-feira, 19 de março de 2012

Um "Pingo de Gente"

    
 Era só um menino...traquina e atentado como tantos outros. Um "Pingo de Gente", era o mais novo da prole masculina. Não gostava de estudar e vivia aprontando nas esquinas da rua onde moravam...um "Pingo de Gente". Uma vez uma cigana o roubou, e ía levando-o embora...a mãe foi avisada por uma vizinha que vinha da feira, e como uma louca saiu em busca de seu rebento no acampamento cigano...a cigana disse que o achara perdido, vagando na feira...e hoje imagino como teria sido a vida cigana do "Pingo de gente".
O tempo passou, o "Pingo" cresceu...já não era tão pequeno. Viveu intensamente a vida que lhe deram. Casou com a amada e dois filhos fizeram...era um bom pedreiro, não lhe faltava serviço. Mas veio a maldição da bebida...a esposa cansada de tantos porres tomados...a vida se complicando, os serviços sumindo...ainda assim um bom rapaz...meigo e gentil enquanto sóbrio, violento e falastrão enquanto ébrio...se vê sozinho, sem ninguém que o ature...ela ainda tenta, ama o marido...mas o "Pingo de Gente" se perde na pinga...a separação é inevitável...ele agora bebe mais ainda...o tempo passa...vazio e sem rumo...entre brigas e porres...o "Pingo" se afoga na pinga que o bebe e curte seus órgãos.
     Num dia inevitável...o "Pingo de Gente", cheio de pinga, se deita e dorme...não mais acorda...a esposa o encontra...dormindo na cama que lhes serviu de alcova...gelado e frio...acabou o tormento...a pinga

afogou o "Pingo de Gente".

(Elian-19/03/2012)

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