domingo, 2 de setembro de 2018

POESIA CALADA

Sem vontade de escrever
Sem mais vontade (ainda) de adormecer

Vago pelas teclas do computador
Em busca do que dizer

Não para quem vier ler
Mas para mim mesma
Que nesse instante
Em nada consigo pensar

Meu lírico egoísta
Se prende e se perde
No intrínseco de si mesmo
Sem perceber o exterior

Meu olhar vagueia pelas letras
Salteadas fixamente num mesmo lugar
Desafiando a minha mente
No juntá-las ordenadamente

A poesia "manga" de mim
Por me saber sem inspiração
Por estar aparvalhada assim
Por ela, sem tesão

Hoje, nem mesmo um copo de cerveja
Ou a baforada de um cigarro
Me faz ter a destreza
De um poema, ainda que bizarro

O espetáculo do céu estrelado
Me atrai e me conduz
À rede exposta na madrugada
Onde a poesia recita calada...

(Nane - 02/09/2018)




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