Onde me apego
Nas noites insones
Com todos os Santos
Valham-me os Orixás
Sou nômade na fé
Apelo para quem vier
Meus dogmas são marketing
Não valem nada
Deus, esse cara
Manifestado em tudo
Se apresenta para mim
Na simplicidade de existir
No universo ímpar de cada ser
Onde aflora a vida
Do jeito e da forma como ela é
Sem nada exigir
É tanta imensidão
Eclodindo diante da visão
Que insistimos em não ver
E por isso, fadados, estamos a morrer
Deus, nada desperdiça
Faz do estrume, adubo
Dando força à flor
Que embala todo e qualquer amor
O homem, mera criatura
Ao invés de apenas amar
Insiste em interpretar
As leis do seu criador
Na efemeridade de cada existência
Nos preocupamos com irrelevâncias
Sem percebermos a única verdade
Da nossa própria eternidade
Somos grãos de areia numa praia
Nos achando donos do universo
Sorri Deus da nossa ingenuidade
Deixando-nos seguir nossa própria vontade
E que assim...seja
(Nane-19/01/2018)
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