quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bromoprida

No céu da minha boca
Não brilham estrelas
E as palavras nem sempre
Saem sonoras

A lua não se fez presente
No céu da minha boca
Que vocifera palavrões
Chulos, sem nexos

No céu da minha boca
A acidez predomina
E alguém me manda tomar
Bromoprida

Hoje, do céu da minha boca
Nada mais além do que a fumaça do cigarro
E o gelado
Da cerveja

Repasto de poesias
No céu da minha boca -hoje-
Restou o azedume do vômito
Contido pela bromoprida

(Nane - 06/11/2013)

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