sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Alienação

Dei tanto murro
Em ponta de faca
Idealizei utopias
Acreditei
Nos homens de preto
Comedores da carniça
De seus eleitores

Saí nas ruas
Aos brados de protestos
Derrubando o maioral
E abrindo espaço
Para o próximo da fila
Comer o meu fígado
Sem tempero nenhum

O sangue ferveu
Não é alienação
É mesmo desilusão
Não voto em ninguém 
Nem em Jesus Cristo
Nem em minha mãe
Que nunca me pediram voto

Deixa pra molecada
Essa valente missão
De mudar o mundo
Já não tenho mais forças (nem vontade)
Cansei dessa luta inglória
Mudei a mim mesma
Isso me basta

(Nane - 08/10/2013)

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