sábado, 2 de junho de 2018

O SILÊNCIO DA POESIA

É sempre esse silêncio
Gritante em meus ouvidos
Atordoando meus sentidos
Que sinceramente, pensei perdidos

Sentidos tão exorbitantes
Pulsantes e desorientados
Revelando minha perplexidade
Com minha própria identidade

Sonhos que sonhei com tanta intensidade
Até ver nua e crua a realidade
Dissipando feito as nuvens no céu
Ao sabor do vento minha ilusão

Hoje o sonho se aquietou
E dorme sob a necessidade
De manter toda a minha praticidade
Mantendo ainda (que obrigada) minha sanidade

Minha audição se educou
Não escuta mais sinfonias
Só o silêncio dos meus gritos
Contidos em minhas poesias...

(Nane - 02/06/2018)





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