segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tempo quente

O mato floresceu
Posto que também é vida
Na horta subjugada
Aos despautérios do tempo

É hora do descanso
Da terra batida
Por tantos frutos
Oferecidos

O sol forte do verão
Misturado aos temporais
Cansa o generoso torrão
Que se abriga sob o mato

Eu insisto em arar
Muitas coisas não dá mais para plantar
É preciso saber das safras
Que hão de germinar

Enquanto a horta se prepara
As árvores dão seus frutos
Acerola, maracujá e manga
Tangerina, goiaba e limão

O mato tomou conta
Mas só por enquanto
Logo estará domado
E a horta renovada

(Nane- 30/12/2013)



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