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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Amoreira
Amoras suculentas
Tingindo de roxo meus dedos
E minha boca
Me propus colhê-las
Para o suco do almoço
Mas o que fiz foi comê-las
A sabiá laranjeira
Cantou com braveza
Defendendo a sua sobremesa
Sob a sua sombra
Eu sentei e me deliciei
Olhando a horta que plantei
O suco do almoçar
Vai ser de caixinha
De amoras...não vai dar
(Nane - 18/10/2013)
Esfinge
Olho teus olhos meninos
Tão pequenos e profundos
Sem cor determinada
E fulminantes
Dizem tanto e nada
Fixam o meu interior
Desnudam meus receios
Veem meus desejos
Refletem teus instintos
Quando no cio se inflamam
E se avermelham em brasa
Feito vulcão em erupção
Em cada piscada marota
Vejo teus gestos sabidos
De mim tão conhecidos
Embasados pelo tempo
Vai, que eu fico aqui
Tentando decifrar
A esfinge desse olhar
Que olha sem dizer
Enigmático como o teu sorriso
Que não sabe sorrir
Embora saiba gargalhar
De quem ousa te amar
(Nane - 18/10/2013)
Tão pequenos e profundos
Sem cor determinada
E fulminantes
Dizem tanto e nada
Fixam o meu interior
Desnudam meus receios
Veem meus desejos
Refletem teus instintos
Quando no cio se inflamam
E se avermelham em brasa
Feito vulcão em erupção
Em cada piscada marota
Vejo teus gestos sabidos
De mim tão conhecidos
Embasados pelo tempo
Vai, que eu fico aqui
Tentando decifrar
A esfinge desse olhar
Que olha sem dizer
Enigmático como o teu sorriso
Que não sabe sorrir
Embora saiba gargalhar
De quem ousa te amar
(Nane - 18/10/2013)
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Brisamar em BH
Onde estou eu
Na sua cidade de tantas luzes
Ofuscando-me a visão
Me escondendo de você
Onde está você
Que não me encontra pelas ruas
E me faz sentir nua
Em plena BH
_Eu estou no teu pensamento
Em BH as luzes estão sempre piscando
Enraizadas no fundo do nosso cérebro
Quando as luzes se forem
Eu ficarei de pé
No centro da cidade, te esperando
Esperando pela brisa vinda
Diretamente do Corcovado
(Nane/Ronan Silva[Will]-16/10/2013)
Na sua cidade de tantas luzes
Ofuscando-me a visão
Me escondendo de você
Onde está você
Que não me encontra pelas ruas
E me faz sentir nua
Em plena BH
_Eu estou no teu pensamento
Em BH as luzes estão sempre piscando
Enraizadas no fundo do nosso cérebro
Quando as luzes se forem
Eu ficarei de pé
No centro da cidade, te esperando
Esperando pela brisa vinda
Diretamente do Corcovado
(Nane/Ronan Silva[Will]-16/10/2013)
A peça
O Drama um dia
Se deparou com a Comédia
E por ela se apaixonou
Ela, como sempre, brincou
E sorriu seu sorriso solto
Mas do Drama, gostou
Opostos que se atraem
O Drama e a Comédia
Enamorados, namoraram
Seus roteiros tão diversos
Seguiram juntos o itinerário
De mãos dadas com o amor
Mas o Drama não suportou
Da Comédia o humor
E envenenou seu coração
O Ciúme aproveitou
E aos dois, intoxicou
Com a mágoa da paixão
A Comédia ainda ri
O Drama só faz chorar
E na ribalta...o tragicômico
(Nane - 16/10/2013)
Se deparou com a Comédia
E por ela se apaixonou
Ela, como sempre, brincou
E sorriu seu sorriso solto
Mas do Drama, gostou
Opostos que se atraem
O Drama e a Comédia
Enamorados, namoraram
Seus roteiros tão diversos
Seguiram juntos o itinerário
De mãos dadas com o amor
Mas o Drama não suportou
Da Comédia o humor
E envenenou seu coração
O Ciúme aproveitou
E aos dois, intoxicou
Com a mágoa da paixão
A Comédia ainda ri
O Drama só faz chorar
E na ribalta...o tragicômico
(Nane - 16/10/2013)
Paralelas reflexivas
Entre horas de uma angústia pensada
Em paralelas reflexivas
Onde fica o amor próprio - orgulho
Onde fica o amor da gente
Ser ou não ser, eis a questão
De ter sem poder, mas querendo
De ver partir a paz ao lado seu
E nascer a constante solidão
A noite, que se diz conselheira
Sopra seu nome no vento
Enquanto o orgulho me grita
O encosto da cadeira na janela
A sua ausência maltrata
Meu corpo pede sua presença
Ter ou não razão
A minha, a sua, são nossas
O medo da morte rondando
A sensação dolorida da separação
O silêncio matando expectativas
A dor da tristeza vazia gerando poesia
Vale mais o amor próprio - orgulho
Ou a paz do seu olhar
(Nane - 16/10/2013)
Em paralelas reflexivas
Onde fica o amor próprio - orgulho
Onde fica o amor da gente
Ser ou não ser, eis a questão
De ter sem poder, mas querendo
De ver partir a paz ao lado seu
E nascer a constante solidão
A noite, que se diz conselheira
Sopra seu nome no vento
Enquanto o orgulho me grita
O encosto da cadeira na janela
A sua ausência maltrata
Meu corpo pede sua presença
Ter ou não razão
A minha, a sua, são nossas
O medo da morte rondando
A sensação dolorida da separação
O silêncio matando expectativas
A dor da tristeza vazia gerando poesia
Vale mais o amor próprio - orgulho
Ou a paz do seu olhar
(Nane - 16/10/2013)
terça-feira, 15 de outubro de 2013
De passagem
Teorias
Palavras
Verdades
Mentiras
Vontades
Desejos
Tantas coisas pendentes
Quereres perdidos
Amores rompidos
Transformados em mágoas
Amizades desfeitas
Por tudo de um nada
Então soa o sino
É hora de ir embora
Quem sorriu, se divertiu
Quem chorou, se magoou
Quem ficou, quis ir mais além
Quem partiu, sumiu
Viver o agora
Sem demora
Deixar o amanhã
Para amanhã
A vida é tão curta
Curta a vida
Enquanto escrevo
Ela vai indo
(Nane - 15/10/2013)
Palavras
Verdades
Mentiras
Vontades
Desejos
Tantas coisas pendentes
Quereres perdidos
Amores rompidos
Transformados em mágoas
Amizades desfeitas
Por tudo de um nada
Então soa o sino
É hora de ir embora
Quem sorriu, se divertiu
Quem chorou, se magoou
Quem ficou, quis ir mais além
Quem partiu, sumiu
Viver o agora
Sem demora
Deixar o amanhã
Para amanhã
A vida é tão curta
Curta a vida
Enquanto escrevo
Ela vai indo
(Nane - 15/10/2013)
Não sei
Morte morrida
Não sei como é
Só sei que não bate na porta
E nem pede licença
Ela ainda não veio me levar
Mas insiste em ficar
Como a me lembrar
Que a minha hora vai chegar
Me olho no espelho
Procurando enxergar
O que fiz com meu tempo
Prestes a se acabar
Diante dela
Me reduzo ao grão
Da terra que me cobrirá
E me guardará
Amanhã não sei
Se escreverei
Amanhã não sei
Se viverei
De todos os sentidos
Nenhum faz sentido
Quando o abraço funesto
Nos enlaça a vida...
(Nane - 15/10/2013)
Não sei como é
Só sei que não bate na porta
E nem pede licença
Ela ainda não veio me levar
Mas insiste em ficar
Como a me lembrar
Que a minha hora vai chegar
Me olho no espelho
Procurando enxergar
O que fiz com meu tempo
Prestes a se acabar
Diante dela
Me reduzo ao grão
Da terra que me cobrirá
E me guardará
Amanhã não sei
Se escreverei
Amanhã não sei
Se viverei
De todos os sentidos
Nenhum faz sentido
Quando o abraço funesto
Nos enlaça a vida...
(Nane - 15/10/2013)
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